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Sábado, 27 de Junho de 2009

DIA MUNDIAL DA DIABETES MELLITUS

 

Hoje, dia em que se relembra esta patologia tão frequente, decidi cumprir a promessa que ficara pendente há já algum tempo e abordar a terapêutica e as complicações da diabetes.

Para relembrar o que é a diabetes, consultar o post:

http://coursejournal_medicina.blogs.sapo.pt/35364.html

Sucintamente, a diabetes resulta de um distúrbio na produção da hormona reguladora da concentração de glicose (açúcar) no sangue. Esta hotmona designa-se insulina e pode estar completamente ausente (diabéticos tipo-1 ou insulino-dependentes) ou pode estar moderadamente diminuída e associada a uma menor resposta dos tecidos à presença da mesma (diabéticos tipo-2).

 

Relembrando os principais sintomas da diabetes:

- sede

- desidratação

- aumento do volume urinário (poliúria)

- infecções do tracto urinário

- perda de peso

- cansaço, letargia

- visão turva

 

 

O diagnóstico é, geralmente, feito com uma análise à urina ou ao sangue em doentes sintomáticos. Pode ser realizada uma prova de tolerância à glicose oral - PTGO (raramente há necessidade). Os valores considerados normais são:

- glicémia (em jejum): 90-120mg/dL

- glicémia pós-prandial: inferior a 150 mg/dL

- HbA1C (Hb glicada): inferior a 7%

 

 

Acima dos 126mg/dL pode fazer-se o diagnóstico de diabetes.

 

A diabetes acarreta dois tipos de complicações: as microvasculares (nefropatia, neuropatia e retinopatia) e as macrovasculares (EAM, AVC, isquémia dos membro inferiores, ...).

 

Olho:

A desidratação do cristalino, uma das primeiras consequências da diabetes, leva à característica visão turva dos doentes. Além disso, a acumulação de açúcares no cristalino opacificam o mesmo, levando ao desenvolvimento de cataratas. Mas a patologia mais importante a nível ocular é a retinopatia diabética, causada pela deposição de glicose nos pequenos vasos sanguíneos que vascularizam a retina. Numa primeira fase há a acumulação de exsudados e o surgimento de microaneurismas no fundo do olho; mais tardiamente inicia-se uma processo de neovascularização (com neovasos frágeis) que pode levar a hemorragia vítrea.

 

 

Rim:

Os pequenos vasos renais também são muito susceptíveis de serem lesados pela acumulação de glicose: isto vai comprometer a função de filtração do rim, que vai deixar passar certas proteínas que, anteriormente, voltariam ao sangue: aumenta, assim, a excreção de albumina na urina. É um bom marcador, numa fase precoce, das complicações renais da diabetes- microalbinúria.

 

 

Nervos periféricos:

Através da lesão dos vasos sanguíneos que os irrigam ou através de uma lesão directa das próprias fibras nervosas. A neuropatia pode afectar nervos motores (dedos em forma de garra, perda de força motora, ...), nervos sensoriais (inicialmente pode aumentar a sensação da dor, mas progressivamente há perda de sensibilidade, o que pode ser particularmente grave) e nervos autónomos (são aqueles responsáveis pelas funções fisiológicas do organismo, podendo levar à bexiga neurogénica diabética ou à disfunção sexual nos homens).

 

 

Artérias:

A diabetes conduz ao endurecimento e estreitamento das artérias, o que diminui o fluxo sanguíneo e leva a patologias como: enfarte agudo do miocárdio (EAM), acidente vascular cerebral (AVC). O excesso de peso, o tabagismo, a hipercolesterolémia e a HTA agravam ainda mais estas manifestações macrovasculares, pelo que é fundamentar eliminar estes co-factores ou reduzi-los.

 

 

Pé diabético:

É uma das principais características desta patologia. Resulta de uma má irrigação sanguínea, que pode levar à gangrena (necrose) do membro inferior; neuropatia com perda de sensibilidade e dedos em garra, desidratação e perda de elasticidade e ossos mais salientes.

 

 

Tratamento da Diabetes:

 

- ALIMENTAÇÃO - uma dieta equilibrada com refeições regulares, com alguns hidratos de carbono (farináceos) particularmente ricos em fibras, evitar as gorduras e preferir as polinsaturadas (óleo de girassol e de milho, margarinas de girassol), limitar a ingestão de açúcares e doces, evitar o sal em evcesso ; a perda de peso e a prática de exercício regular também são uma medidas importantes

 

 

- MEDICAÇÃO - existem actualmente diversos fármacos para controlar a glicémia:

    - Biguanidas (metformina) - fármacos de 1ª linha no tratamento da diabetes

    - Sulfonilureias (clorpropamida, glipizida, glicazida, ...)

    - Acarbose - inibe a absorção de glicose a nível intestinal

    - Glitazonas (pioglitazona, rosiglitazona)

    - Glinidas

    - Insulinoterapia (Lispro, Aspart) - sobretudo para Diabetes tipo 1 e nos diabéticos tipo 2 não controlados com os antidiabéticos orais

 

 

Por fim, no Dia Mundial da Diabetes, é fundamental lembrar que as complicações da diabetes podem ser prevenidas e tratadas. Tudo parte de uma alteração do estilo de vida e, eventualmente, de intervenção médica.

Recomendo a consulta da página da Sociedade Portuguesa de Diabetologia:

http://www.spd.pt/ 

publicado por Dreamfinder às 09:33

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Domingo, 21 de Junho de 2009

ROTAVÍRUS

 

O Rotavírus é um vírus da família Reoviridae e é um agente comum de gastroenterites infantis em todo o mundo. Existem vários serotipos, grupos e subgrupos, sendo os grupos A, B e C os mais virulentos para a espécie humana.

Este vírus é ubíquo em todo o mundo e a sua transmissão ocorre por via fecal-oral. Os grupos de risco são as crianças com menos de 24 meses ou subnutridas. São particularmente frequentes os surtos em infantários e nos serviços de Neonatologia.

O vírus afecta mais de 18 milhões de recém-nascidos e crianças e é responsável por cerca de 1 milhão de mortes por ano. Nos adultos, a infecção é, geralmente, assintomática.

Mas é no continente africano que a doença é mais preocupante.

Cerca de 580 crianças morrem diariamente em África devido a infecções gastrointestinais provocadas pelo Rotavirus, um número que contrasta com as 200 mortes anuais na Europa. Os sistemas de saúde deficitários em África e a falta de vacinação contribuem para esta disparidade.

A gastroenterite por Rotavírus é caracterizada por um quadro clínico de vómitos, diarreia, febre e desidratação. A infecção viral causa o encurtamento das microvilosidades intestinais e a inflitração da lâmina própria por células mononucleadas, o que impede a reabsorção de água, levando à excreção da mesma juntamente com iões e, assim, a uma diarreia aquosa (desprovida de sangue ou leucócitos).

 

 

Esta é uma doença particularmente grave e contagiosa, que se não for rapidamente tratada com reposição hidro-electrolítica pode ser fatal. Apesar de tudo, quando tratada é uma doença auto-limitada e a recuperação geralmente é completa.

A imunidade é geralmente conferida por IgA.

 

 

Não há qualquer terapia antiviral específica para tratar esta infecção. Como a gravidade da doença está associada à desidratação e ao desequilíbrio electrolítico, a terapia de suporte é fundamental para a recuperação.

 

 

A prevenção é fundamental e passa pela correcta lavagem das mãos e isolamento dos indivíduos infectados e pela vacinação. Vacinas experimentais têm sido preparadas de Rotavírus de animais, não causando doença humana, mas dando protecção contra a mesma. Existe uma vacina viva atenuada do vírus e outra que é uma combinação de 5 antigénios virais.

 

 

Em Portugal, a vacina protege as crianças até aos 5 anos. Se a mesma fosse implementada em África poderia salvar milhares de vidas!

 

publicado por Dreamfinder às 22:24

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